ChatGPT Ads: o novo espaço de publicidade que vai dar que falar
Temos um novo canal de publicidade online para explorar. E este promete dar que falar. Os anúncios no ChatGPT já chegaram a Portugal e na Mind Forward já começamos a testar este novo espaço de publicidade.
A expectativa é muita. Afinal, estamos a falar de uma plataforma onde os utilizadores fazem perguntas, comparam opções, pedem recomendações e tomam decisões.
Mas será que já podemos tratar o ChatGPT Ads como tratamos o Google ou a Meta?
Ainda não! Para já, a plataforma é bastante mais simples. E, por isso, vale a pena perceber o que podemos fazer e onde ainda existem limitações.
Comecemos pela segmentação
As opções são, para já, bastante reduzidas. Podemos segmentar por:
- Geografia – país, região ou código postal;
- Plataforma – Desktop ou Apps;
- Audiências próprias – através de bases de dados carregadas pelo anunciante.
Ou seja, temos algum controlo sobre quem queremos atingir, mas ainda estamos longe do nível de detalhe a que o Google Ads ou a Meta já nos habituaram.

E quanto aos objetivos?
Também não há dezenas de opções. Podemos escolher entre Conversão, Cliques ou Alcance. E a compra pode ser feita por CPM (impressões) ou CPC (cliques).
Simples assim. Talvez demasiado simples para quem está habituado a canais mais maduros.
Mas estamos apenas no início.
Podemos escolher onde o anúncio aparece?
Mais ou menos. Podemos dar algumas pistas, os chamados hints, sobre os temas ou discussões onde gostaríamos de aparecer. Mas não conseguimos dizer exatamente: “Quero aparecer nesta conversa.” A IA decide!
E esta é uma das diferenças mais interessantes face à publicidade de pesquisa tradicional: em vez de escolhermos apenas keywords, podemos dar contexto sobre o tipo de conversa onde queremos ser relevantes.
A estrutura do anúncio é também bastante simples:
- Título de 50 caracteres
- Descrição de 100 caracteres
- Imagem quadrada
O anúncio é finalmente disponibilizado no final de uma discussão no ChatGPT. Ou seja, o anúncio não interrompe a conversa. O utilizador faz a sua pergunta, explora o tema e, no final, pode encontrar uma publicidade relacionada. E esta é uma lógica bastante diferente daquela a que estamos habituados.

Quando falamos de budget, há que ter atenção!
Podemos definir um budget diário ou um orçamento total para determinado período. Mas há um pequeno senão!
A distribuição do investimento ao longo do período pode ainda não ser tão previsível como gostaríamos. Por isso, nesta fase, convém acompanhar o consumo de perto.
Lançar a campanha e esquecer-se dela? Não recomendamos!
Quanto ao reporting… Também aqui ainda há espaço para crescer.
Quando analisamos os resultados de uma campanha temos acesso às métricas mais básicas de Impressões, Cliques, Investimento e CPC. Mas, para perceber realmente o impacto da campanha, será necessário complementar esta informação com ferramentas externas de tracking.
Porque, no final do dia, saber que alguém clicou é interessante (e saber o que acontece depois do clique também).

Chegamos à derradeira questão: o ChatGPT Ads vai substituir o Google Ads?
Ainda é demasiado cedo para tirar conclusões. É natural que surja a discussão sobre se este novo canal poderá retirar investimento à pesquisa Google ou competir com plataformas de comparação de preços e avaliação de produtos e serviços. Mas ainda estamos numa fase de teste e aprendizagem.
E há outra questão que nos parece ainda mais interessante: ChatGPT Ads vs. ChatGPT orgânico.
Enquanto algumas marcas começam a investir em publicidade no ChatGPT, muitas outras estão a tentar perceber como aparecer organicamente nas respostas da IA e o que terá mais peso no futuro, a recomendação orgânica do ChatGPT ou o anúncio que aparece no final da conversa?
Ainda não temos resposta!
Imagine que o ChatGPT recomenda uma marca e, segundos depois, apresenta um anúncio de outra…
É precisamente por aqui que vamos continuar a acompanhar este novo canal.
Mas uma coisa já sabemos: os ChatGPT Ads chegaram. E ignorá-los não parece ser a melhor estratégia!
